Personalidade Congênita – O pilar da Psicoterapia Reencarnacionista diretor

Personalidade Congênita é a personalidade que o espírito “carrega” durante várias encarnações, ou seja, tendências emocionais que se repetem até o momento em que são desvendadas através da Regressão Terapêutica, uma das “ferramentas” da Psicoterapia Reencarnacionista.
A Psicoterapia Reencarnacionista foi criada pelo Mundo Espiritual e trazida até nós, em 1996, através de (Dr.)Mauro Kwitko, em Porta Alegre-RS, Brasil. Foi inspirada em “Obreiros da Vida Eterna”, ditado por André Luiz e psicografado por Chico Xavier. Segue alguns trechos onde comprovam a veracidade do trabalho:

“Atendendo-me os desejos, padre Hipólito, qual o chamávamos na intimidade, apresentou-me o Assistente Barcelos, da turma de servidores que se destinava à assistência aos loucos. Fora ele dedicado professor no círculo carnal e interessava-se carinhosamente pela Psiquiatria sob novo prisma.

– Precisamos divulgar no mundo o conceito moralizador da Personalidade Congênita, em processo de melhoria gradativa, espalhando enunciados novos que atravessem a zona de raciocínios falíveis do homem e lhe penetrem o coração, restaurando-lhe a esperança no eterno futuro e revigorando-lhe o ser em suas bases essenciais. As noções reencarnacionistas renovarão  a paisagem da vida na Crosta da Terra, conferindo à criatura  não somente as armas com que deve guerrear os estados inferiores de si própria, mas também lhe fornecendo o remédio eficiente e salutar. Faz muitos séculos, afirmou Plotino que toda a antigüidade aceitava como certa a doutrina de que, se a alma comete  faltas, é compelida a expiá-las, padecendo em regiões tenebrosas, regressando, em seguida, a outros corpos, a fim de reiniciar suas provas. Falta, desse modo, lamentavelmente, aos nossos companheiros de Humanidade o conhecimento da transitoriedade do corpo físico e o da eternidade da vida, do débito contraído e do resgate necessário, em experiências e recapitulações diversas.
Barcelos calara-se, por instantes, enquanto eu lhe ponderava a extensão da competência. Com  justificada razão possuía ele o título de Assistente, porque não era um simples irmão auxiliador, mas profundo especialista no assunto a que se dedicara, fervoroso.
A conversação dele valia por um curso rápido de Psiquiatria sob novo aspecto, que me cabia aproveitar, em benefício próprio, para as tarefas marginais do serviço comum.
Desejando traduzir minha admiração e contentamento, observei, reconhecido:
– Ouvindo-lhe as considerações, reconheço que o missionário do bem, onde se encontre, é sempre um semeador de luz.
Ele, porém, pareceu  não ouvir minha referência elogiosa e prosseguiu noutro tom, após longa pausa:
– O meu amigo examinou alguns casos de obsessão entre agentes invisíveis e pacientes encarnados, impressionando-se com a imantação mental entre eles. Pisamos no momento outro solo. Referimo-nos às necessidades de esclarecimento dos homens, perante os seus próprios companheiros de plano evolutivo. No círculo das recordações imprecisas, a se traduzirem por simpatia e antipatia, vemos a paisagem das obsessões transferida ao campo carnal, onde, em obediência às lembranças vagas e inatas, os homens e as mulheres, jungidos uns aos outros pelos laços de consangüinidade ou dos compromissos morais, se transformam em perseguidores e verdugos inconscientes entre si. Os antagonismos domésticos, os temperamentos aparentemente irreconciliáveis entre pais e filhos, esposos e esposas, parentes e irmãos, resultam dos choques sucessivos da subconsciência, conduzida a recapitulações retificadoras do pretérito distante. Congregados, de novo, na luta expiatória ou reparadora, as personagens dos dramas, que se foram, passam a sentir e ver, na tela mental, dentro de si mesmas, situações complicadas e escabrosas de outra época, malgrado os contornos obscuros da reminiscência, carregando consigo fardos pesados de incompreensão, atualmente definidos por “complexos de inferioridade”. Identificando em si questões e situações íntimas, inapreensíveis aos demais, o Espírito reencarnado que adquire recordações, não obstante menos precisas, do próprio passado, candidata-se, inelutavelmente, à loucura. E nessa categoria, meu amigo, temos na Crosta Planetária uma percentagem cada vez maior de possíveis alienados, requerendo o concurso de psiquiatras e neurologistas, que, a seu turno, se conservam em posição oposta à verdade, presos à conceituação acadêmica e às rígidas convenções dos preceitos oficiais.
Esses, em particular, são os pacientes que interessam, de mais perto, meus estudos pessoais. São as vítimas anônimas da ignorância do mundo, os infortunados absolutamente desentendidos que, de loucos  incipientes, prosseguem, pouco a pouco, a  caminho do hospício ou do leito de enfermidades ignoradas, tão só porque lhes faltam a água viva da compreensão e a luz mental que lhes revelem a estrada da paciência e da tolerância, em favor da redenção própria.
– E são muitos, semelhantes casos angustiosos? – indaguei, por falta de argumentação à altura das considerações ouvidas.
O Assistente sorriu e esclareceu:
– Oh! meu caro, a extensão do sofrimento humano, nesse sentido, confunde-se também com o infinito.”

Sobre Marcio Higa

Pós-graduado em Telecomunicações, Bacharel em Ciência da Computação e Técnico em Mecânica. Está terapeuta há 15 anos, com formação em Reflexologia(Podal e Auricular) pelo IOR, Crochetagem(Técnica de Fisioterapia Manual) e Manobras Articulares(Quiropraxia e Osteopatia) pela ABCroch, e Psicoterapia Reencarnacionista, na qual é Ministrante, Palestrante e Coordenador Nacional dos Grupos de IINP(Investigação do Inconsciente Não Pessoal) da ABPR, e do Núcleo ABPR São Paulo-SP. É fundador e proprietário do Instituto Sofia Higa, em São Paulo-SP, na Vila Prudente.
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