Próstata

prostata1Também denominada Glândula Prostática, que faz parte do sistema reprodutor do homem, tem como função secretar(produzir) um líquido que se junta à secreção da vesícula seminal para formar o sêmen(esperma) e auxiliar no transporte dos espermatozóides, produzidos nos testículos até a sua ejaculação durante o orgasmo. É também dentro dela que ocorre a transformação do principal hormônio masculino – a testosterona – em diidrotestosterona, que, por sua vez, é responsável pelo controle do crescimento dessa glândula. Ela se localiza muito perto da bexiga, um órgão muscular que se distende à medida que a urina se acumula em seu interior. Da bexiga sai a uretra, um canal longo que atravessa a próstata e o pênis até ganhar o meio exterior. A proximidade entre esses órgãos faz com que qualquer problema que afete a próstata acabe repercutindo na bexiga e na uretra. É dividida em várias zonas: central, periférica, de transição, e assim por diante. Cresce pouco até a puberdade, quando passa a sofrer influências importantes de hormônios masculinos (testosterona/ diidrotestosterona), alcançando cerca de 20 g por volta dos 20 anos de idade. Estima-se que, a partir dos 31 anos, ela passa a crescer 0,4 g por ano. Está comprovado que o crescimento normal da próstata relaciona-se com o avanço da idade do homem. Entretanto, em caso de câncer prostático(células diferenciadas malignas) ou principalmente de HPB(Hiperplasia Prostática Benigna), esse crescimento se torna acelerado e a próstata pode atingir volumes de 60g a 100g, necessitando de intervenção cirúrgica. Tem uma disposição anatômica que a torna estrategicamente perigosa dentro do sistema urinário, pois seu crescimento exagerado(hiperplasia) afeta  o diâmetro da uretra, dificultando a passagem da urina e o próprio funcionamento da bexiga, podendo também causar alterações renais importantes. O grande agravante é que ela nunca dói. Por isso, só e possível saber se está com problemas por meio de exames médicos. O grande segredo para  prevenir qualquer doença ou, pelo menos, para minimizar seus problemas, é sempre procurar orientação médica tão logo apareçam seus primeiros sinais e sintomas. Vale ressaltar também que a partir dos 40 a 45 anos, todo homem deve procurar um urologista anualmente para fazer uma avaliação clínica da próstata, ainda que esteja se sentindo bem e não tenha histórico de câncer na família. Nos casos de enfermidades, a conduta é exatamente a mesma, não perder tempo com especulações e procurar imediatamente um médico quando surgirem os seguintes sintomas:

– jato urinário cada vez mais fraco;

– dificuldade ou demora para iniciar a micção;

– necessidade frequente de urinar;

– acordar à noite para urinar;

– interrupção involuntária do jato urinário;

– presença de sangue na urina;

– dor ou sensação de queimação durante a micção;

– urgência (sensação de que não pode segurar a urina);

– sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

 

 

Medicina Manual

medicinamanualÉ tão antiga quanto a ciência e a arte da medicina propriamente dita. Há fortes indícios de que o uso dos procedimentos da Medicina Manual na Tailândia antiga, como mostram esculturas de pelo menos 4000 anos. O uso das mãos no tratamento de traumatismos e doenças foi praticado pelos egípcios antigos. Sabe-se que até mesmo Hipócrates, pai da medicina moderna, usou procedimentos da Medicina Manual, particularmente técnicas de tração e alavancagem, no tratamento de deformidades da coluna vertebral. Os escritos de figuras históricas notáveis como Galeno, Celisies e Oribásio referem-se ao uso de procedimentos manipulativos. Há uma lacuna no relato do uso dos procedimentos da Medicina Manual correspondente ao tempo aproximado da divisão entre médicos e cirurgiões-barbeiros. A partir do momento que os médicos passaram a ter menos contato com o paciente e que os cuidados diretos práticos com o paciente foram se tornando campo dos cirurgiões-barbeiros, o papel da Medicina Manual na arte da cura parece ter entrado em declínio. Esse período também representa o tempo das epidemias e talvez os médicos se mostrassem reticentes em entrar em contato pessoal próximo com seus pacientes. No século XIX, observou-se um renascimento do interesse por esse campo. No  início desse  século, o Doutor Edward Harrison, graduado em 1784 pela Edinburgh University, desenvolveu respeitável reputação em Londres utilizando procedimentos da Medicina Manual. Como muitos outros proponentes da Medicina Manual no século XIX, ele acabou por alienar-se de seus colegas ao persistir no uso de tais procedimentos.  Foi um período de grande popularidade para os “endireitadores de ossos” (bonesetters), tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos. Também foi um período de tumulto e controvérsia na prática médica. A história médica da época está repleta de sistemas não-ortodoxos de cura. Dois indivíduos que iriam influenciar profundamente o campo da Medicina Manual, com técnicas de Manipulação Articular, surgiram nesse período de agitação médica. Andrew Taylor Still(1828-1917), M.D., o “Pai da Osteopatia”, foi um médico treinado dentro dos moldes de treinamento por preceptores em vigor naquela época e D.D. Palmer(1845-1913), o “Pai da Quiropraxia”,  foi um dono de mercearia que se tornou médico de manipulação autodidata.(GREENMAN, Philip E. Princípios da Medicina Manual. 2 ed. São Paulo: Editora Manole, 2001)

Desmaio

desmaioPerda rápida da consciência em virtude da redução do volume de sangue para o cérebro. O episódio dura menos de alguns minutos e a recuperação é rápida e completa. Antes do desmaio, pode ter uma sensação de desfalecimento ou de tontura. Trata-se de um evento clínico comum, que atinge mais as pessoas idosas, os portadores de cardiopatias (doenças cardíacas) e as mulheres jovens. O problema é que, na queda associada ao desmaio, com frequência as pessoas podem sofrer traumatismos e fraturas ósseas. Um quadro mais demorado e profundo de inconsciência é chamado frequentemente de coma. Numa situação de desmaio, a pessoa perde não só a consciência, mas também o tônus muscular e a coloração da face (palidez). Pode se sentir nauseada logo antes, e pode ter a sensação de ruídos enfraquecendo ao fundo. Não é uma doença, mas pode ser manifestação de inúmeras alterações orgânicas, tais como:

-Doenças cardiovasculares: arritmias, distúrbios hemodinâmicos, paradas cardiorrespiratórias, porque comprometem o fluxo normal do sangue para os tecidos, em especial para o cérebro.

Distúrbios metabólicos: hipoglicemia (falta de açúcar no sangue causada por jejum prolongado ou diabetes descompensado), anemia intensa, hemorragias, desidratação e desequilíbrio na composição dos sais minerais da corrente sanguínea.

-Uso de medicações: diversos medicamentos, entre eles os diuréticos, podem provocar desmaios, quando usados em doses mais altas.

-Queda brusca da pressão arterial provocada pela mudança repentina de posição (a pessoa estava sentada ou deitada e fica em  pé de repente). Está associada à desidratação, ao uso de diuréticos a aos distúrbios cardiovasculares.

-Outras causas: tosse intensa, evacuação intestinal (especialmente se a pessoa estiver se esforçando), cansaço extremo, emoções súbitas, nervosismo intenso, dores fortes e permanência prolongada em lugares fechados e quentes.

As razões menos comuns, embora mais graves, para o desmaio incluem doença cardíaca (como ritmo cardíaco anormal ou ataque cardíaco) e derrame. Essas condições são mais prováveis em pessoas com mais de 65 anos e menos prováveis antes dos 40 anos.

Eis algumas sugestões úteis:

* Se a pessoa começou a desfalecer, tente apoiá-la antes que caia. Ajude-a a sentar-se numa cadeira ou poltrona e a colocar a cabeça entre os joelhos. Peça que inspire e expire profundamente até que o mal estar passe. Não permita que se levante sozinha.

* Se ocorreu o desmaio, deite a pessoa o mais confortavelmente possível, com a cabeça e ombros em posição mais baixa que o restante do corpo. Vire sua cabeça de lado para evitar que aspire secreções que possam sufocá-la. Nunca a faça aspirar álcool ou amoníaco nem jogue água em seu rosto para reanimá-la. Quando recobrar a consciência, não permita que se levante sozinha. Faça-a ficar alguns minutos sentada para readaptar-se à posição vertical.

Espirro

espirroÉ um jorro repentino, forçado e involuntário de ar através do nariz e da boca, causado por uma irritação das membranas mucosas do nariz ou da garganta. Pode ser bastante incômodo, mas geralmente não é sinal de um problema grave. Quando alguma substância estranha (vírus, pólen, poeira, ácaros) entra nas vias respiratórias, o organismo faz de tudo para expulsá-la. O nervo trigêmio (nervo craniano responsável pelas sensações e controle motor da face) identifica a irritação e “informa” ao cérebro da presença de corpos estranhos no nariz, fazendo com que os músculos das costas e do abdômen se contraiam, provocando a saída violenta do ar. Caso se sinta constrangido em espirrar, um forte aperto no nariz pode impedir que ele ocorra. Mas, se por um acaso tal estratégia não for eficiente, não o evite, pois como a velocidade de um espirro pode alcançar surpreendentes 160 km/h, a pressão provocada quando se prende este jato pode causar problemas, como a própria ruptura dos tímpanos. Por causa dessa velocidade e da quantidade de micro-organismos (cerca de 40.000 gotículas são expelidas) presentes no muco, muitas doenças são transmitidas pelo espirro, entre elas a gripe e o resfriado comum. Alguns fatores podem provocar o espirro como:

  • Alergias a pólen, mofo, pelos de animais, poeira (febre do feno)
  • Inalação de corticosteroides (de alguns sprays nasais)
  • Abstinência de drogas
  • Irritantes nasais como pós e poeiras
  • Infecções virais (resfriado, infecções do trato respiratório superior, gripe)

Tabagismo

tabagismoDoença causada pelo excesso de nicotina no organismo. Essa substância, um dos componentes do tabaco, é a responsável por gerar a dependência química e psicológica. Também considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos). Em poucos segundos, após a primeira tragada com inalação das toxinas que compõem um cigarro, as substâncias atingem a corrente sanguínea chegando ao cérebro (órgão do sistema nervoso central, controlador das reações vitais do ser humano), desencadeando a sensação de bem-estar. Organicamente provoca efeitos adversos, como: redução da ansiedade, diminuição da fome, perda de peso e melhora na concentração. No entanto, a fumaça do cigarro contém, aproximadamente, 4,7 mil substâncias químicas, das quais 60 são cancerígenas. Além de ser responsável por 90% dos casos de câncer no pulmão, também pode desencadear doenças cardiovasculares e até mesmo contribuir com o aumento de infecções respiratórias por bactérias e vírus. Os efeitos consequentes do vício não se limitam apenas ao indivíduo, e tampouco comprometem somente a sua saúde, mas o consumo exagerado do tabaco acentua o processo de envelhecimento do organismo, bem como induz a impotência sexual do gênero masculino. O cigarro também afeta significativamente o público comunicante (fumantes passivos) que convive diretamente com um tabagista. Eles possuem maior probabilidade de contrair câncer de pulmão, em relação às pessoas que não convivem com fumantes. O combate ao tabagismo concilia tanto o tratamento psicológico quanto o uso terapêutico de nicotina em pequenas doses, podendo ser realizado através de adesivos, gomas de mascar ou inaladores, evitando o choque provocado pela abstinência.

 

Dermatose e Dermatite

dermatite

Dermatose é um conjunto de doenças da pele(Psoríase, Eczema, Acne, Urticária), caracterizada por manifestações alérgicas persistentes, cujos  sintomas de uma forma geral, são formação de bolhas, coceiras, inflamações e escamação da pele. As causas ainda são controversas, podendo ocorrer por:

  • Intoxicações alimentares através do ovo, laticínios e frutas cítricas;
  • Deficiências dos rins, fígado, intestinos ou da própria pele;
  • Exposição a produtos químicos nocivos à saúde;
  • Em consequência de outras doenças como Asma e Rinite Alérgica;
  • Tendência hereditária;
  • Disfunção do sistema imunológico;
  • Contato com lã, sabões ou detergentes;
  • Temperaturas extremas.

Para diminuir a ocorrência das crises deve-se evitar os agentes que causam irritação, hidratar a pele com frequência, evitar transpiração excessiva, tomar banho com água morna ou fria, reduzir  situações de estresse, usar luvas de algodão para trabalhos domésticos e evitar vestir roupas de tecidos sintéticos.

Dermatite é uma reação alérgica da pele que gera sintomas localizados como coceira e vermelhidão, que pode ser tratada com uso de uma pomada anti-alérgica, por exemplo. Alguns tipos são:

  • dermatite atópica,
  • dermatite seborreica,
  • dermatite herpetiforme,
  • dermatite alérgica,
  • dermatite de contato.

Os sintomas de dermatite podem ser:

  • vermelhidão na região,
  • coceira,
  • descamação,
  • pode haver a formação de pequenas bolhas cheias de líquido transparente.

As causas da dermatite podem ser:

 

Febre

febreÉ o aumento da temperatura corpórea, que varia de 36ºC e 36,7ºC. Tem alterações ao longo do dia, estando mais próxima de 36ºC durante a madrugada e mais para 37,5ºC no final da tarde. Esta variação é chamada de ciclo circadiano da temperatura corporal. Uma temperatura de 37,5ºC no início da manhã tem muito mais relevância do que esta mesma temperatura no final do dia. Eis algumas variações:

– Temperatura axilar – normal até 37,2ºC.

– Temperatura oral (boca)  – normal até 37,5ºC.

– Temperatura timpânica (ouvido) – normal até 37,5ºC.

– Temperatura retal (ânus) – normal até 38ºC.

Não é doença, e sim uma reação do organismo contra alguma anomalia. Também não é necessariamente um mal. Nas infecções, por exemplo, ajuda o sistema de defesa a livrar-se do agente agressor. Pesquisas recentes sugerem que a elevação da temperatura é uma estratégia benéfica do hospedeiro para reagir a agressões internas e externas. Se temperaturas um pouco elevadas podem ajudar no combate aos invasores, quando acima dos 39,0ºC, este benefício parece desaparecer. Portanto, em grande parte dos casos, não há necessidade de medicamentos especiais para tratamento da febre. Hidratação, repouso e remédios para aliviar os sintomas são medidas suficientes.

A febre se instala quando o termostato (hipotálamo) se ajusta para fazer o corpo atingir uma temperatura mais alta. Nesse momento, começam os arrepios de frio que podem transformar-se em tremedeira seguida de sensação de calor intenso e sudorese.

Outros sintomas são dores musculares, nas juntas, dor de cabeça, fraqueza, apatia, irritabilidade, indisposição, perda de apetite, boca seca, desidratação.

Especialmente nas crianças, febres que se aproximam dos 40ºC ou ultrapassam tal limite podem provocar confusão mental, delírios e convulsões.

Aumentos da temperatura corporal podem ocorrer em situações que não indicam doença, como exercício físico, ambientes muito quentes ou frios, excesso de roupa ou alterações no ciclo hormonal feminino. Mulheres durante o período de ovulação apresentam um aumento de até 0,5ºC na sua temperatura corporal. Se o objetivo é baixar a febre rapidamente, o melhor é usar esponjas úmidas com água fria (ao redor dos 20ºC) para molhar a pele do paciente. Quando a água em contato com a pele pode evaporar há mais perda de calor do que quando há submersão em uma banheira ou piscina. A água muito fria pode causar constrição dos vasos da pele, diminuindo a perda de calor. Lembre-se, o importante não é esfriar a pele, mas sim facilitar perda de calor que vem do centro do corpo. O melhor mesmo é usar as esponjas, simulando uma grande sudorese.

Tosse

tosseReflexo vital do organismo geralmente causado pela presença de algum corpo estranho nas vias respiratórias ou inalação de substâncias tóxicas. Sintoma também relacionados à gripe, resfriado, pneumonia, crises de bronquite, coqueluche e muitas outras doenças. A toma de xaropes, mel e de medicamentos antitussígenos podem muitas vezes curar a tosse, embora esta só seja realmente curada ao eliminar sua causa. Existem vários tipos de tosse, os principais são:

-Tosse alérgica: Caracterizada por uma tosse seca persistente que ocorre sempre que o indivíduo é exposto àquilo que ele tem alergia, que pode ser o pêlo de gato ou de cachorro, poeira ou o pólen das flores ou a determinadas plantas, por exemplo. Seu tratamento pode ser feito com a toma de remédios anti-histamínicos, mas é importante evitar o contato com o alérgeno para que a tosse seja realmente curada.

-Tosse seca: Pode ser causada por uma irritação na garganta causada pela inalação de fumaça, cigarro ou objeto estranho nas vias aéreas, por exemplo e descobrir a sua causa é fundamental para o sucesso do tratamento. A água é um bom remédio natural que pode ajudar no tratamento da tosse seca pois ela irá manter a garganta hidratada, acalmando a tosse.

-Tosse com catarro: Pode ser causada por doenças respiratórias como gripe, resfriado ou infecção respiratória por exemplo. Neste caso ela vem acompanhada de outros sintomas como dor no corpo e por vezes febre. Seu tratamento pode ser feito com o uso de remédios para tosse que ajudam na eliminação do catarro, mas sempre sob orientação médica para evitar complicações.

Os sintomas associados à tosse podem ajudar a esclarecer sua causa. São eles: secreção nasal (coriza), sensação de secreção que escorre do fundo da garganta, chiado no peito ou falta e ar, queimação no estômago e gosto amargo na boca, tosse com sangue (casos mais raros).

O fumo é a principal causa de tosse, porque aumenta o volume de muco produzido pelos brônquios; causa irritação física e química das mucosas; destrói os cílios que cobrem o revestimento interno dos brônquios; facilita o acúmulo de material estranho às vias aéreas.

Outras causas importantes são a sinusite, principalmente em crianças, a síndrome do gotejamento pós-nasal, a asma, o refluxo gastroesofágico, as infecções respiratórias, a bronquite crônica e os medicamentos para controle da hipertensão.

Eis algumas recomendações:

* Beba bastante água. A água é o melhor antitussígeno que se conhece, pois facilita a movimentação do muco sobre a camada de cílios;

* Dê preferência aos líquidos quentes, que costumam trazer alívio sintomático. Dê preferência aos chás de nossas avós: chá com limão e mel, de camomila, erva cidreira, erva doce, entre outros. Chá preto e chá mate devem ser evitados por causa do alto teor de cafeína;

* Mantenha a cabeça elevada, à noite, usando travesseiros extras ou levantando a cabeceira da cama com calços;

* Mantenha os ambientes bem ventilados;

* Aumente o teor de umidade do ar com umidificadores ou vaporizadores. Tome banhos quentes prolongados para respirar bastante vapor.

* Não tome remédios por conta própria. Procure assistência médica para diagnóstico e tratamento da tosse

 

 

Labirintite

labirintiteLabirintite é um distúrbio do ouvido que inclui irritação e inchaço, em razão de uma inflamação do labirinto, localizado no ouvido interno. Manifesta-se, em geral, depois dos 40, 50 anos, decorrente de alterações metabólicas e vestibulares. Níveis aumentados de colesterol, triglicérides e ácido úrico podem acarretar alterações dentro das artérias, que reduzem a quantidade de sangue circulando nas áreas do cérebro e do labirinto. Há muitas causas prováveis para a labirintite. Normalmente ocorre após uma infecção no ouvido(otite). Isso interfere no funcionamento, que inclui a capacidade de manter o equilíbrio. As seguintes situações aumentam o risco de labirintite:

-Envelhecimento

Diabetes

Hipertensão

-Traumatismos de cabeça e pescoço

-Infecções causadas por bactérias ou vírus

-Substâncias como nicotina, álcool, maconha, anticoncepcionais, cafeína, medicamentos como sedativos, tranquilizantes, antidepressivos, anti-inflamatórios, antibióticos, etc

-Erros alimentares

Alergias

-Anemias

Doenças do sistema nervoso central

Distúrbios psiquiátricos

-Fadiga

Um exame físico e neurológico completo deve ser realizado para diagnosticar a labirintite. Um exame do ouvido pode não revelar nenhum problema.

Os principais sintomas da labirintite são:

-Sensação anormal de movimento (vertigem)

-Dificuldade em focar os olhos porque se movem de modo involuntário

-Tontura

-Perda auditiva em um ouvido

-Perda de equilíbrio, como queda para um lado

-Náusea e vômitos

-Zumbido ou outros ruídos nos ouvidos

É importante lembrar que, quando em crise, a pessoa não deve se deitar, e sim ficar sentada, olhando para um ponto fixo na parede. Assim que a tontura melhorar, deve-se procurar um médico. É importante ressaltar ainda que labirintite não causa desmaios.

A melhor maneira de prevenção é evitar o consumo de cafeína, cigarro e álcool, não ficar em jejum por muito tempo, tomar muita água durante o dia e evitar sucos industrializados.

 

 

Alergia

alergiaÉ uma resposta anormal do organismo a substâncias que podem ser de origem animal, vegetal e/ou química, geralmente, bem toleradas pela maior parte das pessoas. Refere-se como uma hipersensibilidade adquirida pelo organismo relativamente a uma substância estranha, denominada de alérgeno. O contato do organismo com o alérgeno provoca uma reação alérgica, ou reação de hipersensibilidade, ou seja, reação do sistema imunológico que provoca lesão nos tecidos corporais normais. Dá-se o nome de alérgeno à substância (antígeno) capaz de provocar uma reação alérgica. O antígeno é geralmente uma molécula complexa de proteína ou polissacárido, que introduzida num organismo, provoca a formação final de um anticorpo específico, suscetível de o neutralizar. Depois de o detectar, o sistema imunológico do organismo aciona o anticorpo (proteína que circula no sangue e em todos os líquidos orgânicos), a fim de captar e eliminar/destruir o antígeno estranho e nocivo ao organismo em questão. Os antígenos podem ser provenientes de variadas fontes, entre as quais se destacam as bactérias, os vírus, as substâncias tóxicas, entre outras. Estes podem ser introduzidos no organismo de quatro formas diferentes, como o contato, a inalação, a ingestão ou a injeção. Há pessoas mais predispostas a desenvolver uma alergia por serem mais sensíveis a determinadas substâncias, encarando-as como se fossem agressivas, apesar de serem comuns. No primeiro contato entre o organismo e essa substância – o alérgeno – há uma resposta do sistema imunológico originando sensibilização. Num contato posterior são liberados os chamados mediadores, que são responsáveis pelos sintomas. Eis os principais agentes que provocam alergia ou hipersensibilidade

  • Ácaros e baratas
  • Mofo (fungos)
  • Epitélio (pele) e pelos de animais (gatos e cães)
  • Esporos de fungos e pólens de flores
  • Alimentos
  • Medicamentos.

Os tipos de alergia se dividem em:

Alimentar

  • Leite de vaca
  • Ovos
  • Amendoim
  • Soja
  • Peixes e frutos do mar
  • Nozes                                                                                                                              

Pele

Manifesta-se com lesões e coceira intensa. Em alguns casos, pode ser muito grave, acometendo o corpo inteiro.

Nariz

A inflamação alérgica da mucosa do nariz, conhecida como rinite alérgica, pode ocorrer de forma repetida. Sua principal causa são os alérgenos inalantes, como ácaros e poeira doméstica.

Vias respiratórias

A asma é uma doença acompanhada de inflamação alérgica das vias respiratórias. Também é conhecida como bronquite alérgica ou bronquite asmática. É provocada, principalmente, por:

  • Alérgenos e irritantes
  • Infecções de vias aéreas
  • Exercício físico inadequado
  • Refluxo gastro-esofágico
  • Medicações e alimentos
  • Causas emocionais, como a ansiedade.

– Principais sintomas da asma:

*Sensação de “aperto” ou opressão no peito (“peito preso”)

*Falta de ar ou cansaço

*Chiados no peito

*Tosse, que pode acompanhar-se de eliminação de secreção (gosma branca).

Ocular

A conjuntivite alérgica é a alergia mais comum, provocando irritação, vermelhidão, coceira e lacrimejamento dos olhos.